quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entrevista com Manuel Perez Constantino - Fundador da organização Xinich ''las hormigas' - Chiapas, México.

Nesses dois meses de caminhadas pelo México tivemos o privilégio de falar com pessoas extraordinárias. Lutadoras e lutadores sociais históricos e cotidianos que com suas histórias de resistências nos ensinaram muito sobre o pouco que sabemos. Nos apresentaram um México que extrapola os livros, nos achegaram ao 'méxico profundo' que um só pode entender quando se permite e quer se lançar neste mundo em que muitas vezes, muitas e muitas vezes, se silencia e se cala a voz daqueles que gritam por justiça.

Com a palavra um grande lutador social que tivenos a honra de conhecer e entrevistar: Manuel Perez Constantino, fundador da organização das formigas (Xinich). Ele fala sobre a fundação do congresso nacional indígena, a fundação da organização Xinich, a marcha das formigas (1992) , o encarceramento, as mentiras do 'mal governo', as torturas e todo o que corresponde a guerra suja empreendida pelo mal governo contra as organizações indigenas.

Frente a guerra suja, surge a guerra JUSTA!

O levantamento zapatista grita !YA BASTA!  em 1994

Gravado dia 01 de abril de 2018 em Tuxtla Gutierrez.
Imagem e som por Gastão Guedes
Edição primeira por  Pauleany Linhares


Link e senha:

Link: https://vimeo.com/270561673
Senha: YaBasta!
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Con la palabra un gran luchador social que tuvimos el honor de conocer y entrevistar: Manuel Perez Constantino, fundador de la organización de las hormigas 'Xinich'. Habla sobre la fundación del congreso nacional indígena, la fundación de la Xinich, la marcha de las hormigas (1992), el encarcelarmiento, las mentiras del mal gobierno, las torturas y todo lo que corresponda a la guerra sucia emprendida por el mal gobierno contra las organizaciones indígenas.
Frente a la guerra sucia, surge la guerra justa!
El levantamiento zapatista - el EZLN en 1994 grita "Ya Basta!"

Grabado en 01-04-2018 en Tuxtla Gutierrez, México.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Consultores del Campo : la experiencia de Alejandro Buenrostro y Maria José Barbosa Rinaldi en la Meseta Purepecha, Michoacan.

Que dizer sobre a maravilha de encontrar materiais tão ricos e importantes para a compreensão, não  somente, da trajetória  de Alejandro e Maria José em solo purepecha como também  da própria  história de organização e reconhecimento dos saberes tradicionais dos camponesas e indígenas na Meseta Purepecha, México  e continente americano.
Por aqui seguen algumas imagens, logo agregamos esse material como parte do nosso acervo digital no google drive.
Vale lembrar que esse material é  parte do  acervo pessoal de Alejandro Buenrostro e Maria José  e que se encontrava no apartamento que foi deles dois na cidade Morelia, Michoacan, México.
Já são mais de dois meses desta viagem pelo solo mexicano seguindo os passos de Alejandro e Maria José, aprendendo do povo pelo povo e do zapatismo por ele mesmo.
Que experiência gratificante!
Já não  serei mais a mesma!
Pauleany L. Prince



domingo, 22 de abril de 2018

¿Hay que prepararse para un respiro (progresista) o para una persecución sanguinaria? Ni reforma, ni revolución


Provocações do Subcomandante Galeano a Carlos Aguirre Rojas e Alejandro Grimson.

Assim que terminaram suas falas todos os participantes da mesa escutaram ao Subcomandante Galeano - ‘vocero’ da comissão Sexta do EZLN   e suas provocações. A primeira delas diz respeito ao que em síntese se converteu a fala do historiador Carlos Aguirre Rojas e do antropólogo Alejandro Grimson.
O historiador mexicano em sua fala sobre as estruturas de poder nos colocou diante de duas possibilidades de posicionamento frente ao poder ou a que chamaríamos a toma do poder: 1) uma vez que o poder seja assumido se deveria destroça-lo, ou seja, fazer em pedaços a estrutura do Estado; 2) assumir e reproduzir suas estruturas. Sem muitas delongas, a ideia seria destroçar o Estado e construir um contra poder de ‘abajo’, defende Aguirre.
Somado a esta fala sobre o destroçar o Estado Aguirre abordou a conjuntura latino-americana, a história dos governos progressistas em Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina e Chile. Foi bem crítico com estes governos, ainda que tenha reconhecido seus feitos, falou em contra o fato de que eles todos optaram pelo que ele chamou de reproduzir o aparelho do Estado ao invés de destruí-lo e em boa medida, incluso, disse que muitos deles incrementaram o aparelho repressor do Estado em contra os movimentos sociais e fizeram alianças com grupos políticos de direita e ultradireita.
Alejandro Grimson iniciou sua fala em um movimento de defesa, se assim podemos chamar, desses governos progressistas. Falou sobre o acesso gerado pelas políticas do governo Lula e Dilma no Brasil, o avance das políticas sociais em argentina com o governo dos Kirchner’s, a abertura dos espaços políticos para os indígenas em Bolívia após o governo de Evo Morales, a cara de dignidade e a ‘cabeça erguida’ dos indígenas em território boliviano.
Grimson defendeu que é necessário reconhecer e valorar estes espaços de respiro, assumindo todos os seus problemas. Por exemplo, falou sobre o distanciamento destes governos progressistas de sua base popular, dos movimentos sociais e os problemas ocasionados por isso que foram comprovados, no caso argentino, nas próprias urnas.
A fala de ambos provocou uma reação do Subcomandante Galeano e dos compas da Comissão Sexta. Entre reforma e revolução, um debate que, como disse o Sub, é tão velho quanto se queira imaginar, nós estamos diante de uma situação de extermínio iminente. O que na verdade nos leva a reflexionar para além dos problemas teóricos

Entre reforma e revolução o que importa é que nos estão matando. O que importa é que o colapso é inevitável, que a guerra sangrenta pelos recursos naturais só está começando e que cada vez mais vai aumentar a repressão.  A perseguição sanguinária, a supervivência e a resistência. Diante de tudo isso pergunta o Sub e os compas da Sexta:

“Hay que prepararse para el respiro o para a persecución sanguinaria?  

sábado, 21 de abril de 2018

Apuntamentos del Conversatorio: "Miradas, escuchas y palabras ¿Prohibido Pensar? - Día 17.04.2018 - Parte 2



Segue os demais componentes da mesa do 17-04-2018.
Acompanhando todos estes dias de 'semillero' / conversatório já é possível fazer algumas definições importantes para descrever cada sessão: profundo e denso. O conversatório têm trazido questões que vão mais além do 'México profundo' e abrangem todo o momento caótico e nefasto que estamos vivendo como seres viventes neste planeta.
A divisão das 'charlas' em vários post's tem super significado e justificativa nisso.
Espero que possamos, conjuntamente, gradativamente ir digerindo e processando todas as falas e mais do que tudo pensando e agindo diante do nosso cenário nacional (Brasil) e internacional.

Palavra de Alejandro Grimson

"Oi eu sou o 'poder',quero estruturar sua imaginação política; quero dizer como deve ser sua imaginação cultural!"  
Como romper as estruturas do pensar e do imaginário
Incrementar autonômias

O antropólogo argentino Alejandro Grimson iniciou sua fala sobre interculturalidade crítica e quais as ferramentas para construir 'un mundo donde quepan muchos mundos!' , um mundo verdadeiro e tolerante que nos possibilite, primeiro, romper con as estruturas neoliberais e sua falsa multiculturalidade que cria, mais bem, guetos.
Somos todos subalternizados!!
Debaixo desta insignia Alejandro nos convoca a romper com as fronteras do imaginário político e cultural imposto pelo poder em todas as suas formas. Também nos chamou a repensar e também romper as fronteiras teóricas que precisamos atravessar.

Pensando e reconhecendo : quem são esses sujeitos subalternos e suas lutas;

Criando: Redes de articulação entre as diferentes lutas;
Incrementando: Autonômias


Palavra de Alicia Castellanos 
Desde que trincheira estamos?
Luta com o pensamento
O que significa uma candidatura indígena?

A antropóloga Alicia Castellanos organizou a sua fala em torno da sua participação como parte da Sociedade Civil que apoiou e recolheu as assinaturas da candidatura de Marichuy e o Conselho Indigena de Governo (CGI). Falou sobre isso desde o seu lugar, desde a universidade, desde os espaços acadêmicos, enfatizando que a trincheira de onde estamos falando é a trincheira do pensamento.
Colocou em termos práticos o significado da campanha de Marichuy:
  1. Visibilizar os povos deste outro México: Um México racista e excludente que não visualiza aos povos indígenas hoje, mas, que valoram em demasiado seu passado guerreiro e indígena. Falarei sobre isso em post's futuros.
  2. Impulsionar as relações dos povos originários que, sem dúvida, nas palavras de Alicia Castellanos,  são os 'sujeitos históricos do século XXI';
  3. Visibilizar uma luta histórica e possibilitar o encontro desta luta histórica com os diversos cidadãos da república mexicana;
  4. Criar e organizar as lutas mais diversas; 
  5. A campanha gerou uma solidariedade impressionante além de um encontro intergeneracional;
Palavra de Gilberto López Rivas
Reconhecendo o que somos hoje, onde estamos e pensando no que faremos.

O antropólogo Gilberto López Rivas inicia a sua fala relembrando a duas teses do falecido Subcomandante Marcos. A primeira delas, que diz respeito ao capitalismo, é o fato de entender e defender que é impossível compreendê-lo sem o conceito de guerra. O capitalismo se produz e reproduz por meio da guerra. A segunda delas diz respeito a construção do sujeito autonomo que implica em duas características: comunitarismo e identidade.
Encarando o que realmente temos, o cenário de 'recolonização de nossos países' e aquilo que falhou no que se chamou de socialismo real.  
Considerando o fator ético como eixo condutor destas novas ações e organizações que se devem dar ou serem articuladas.

Agradecimento pelas fotografias: Gastão Guedes

Link para assistir a mesa do dia 17-04-2018:
SESIÓN DEL MARTES 17 DE ABRIL 

http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2018/04/15/transmisiones-del-conversatorio-miradas-escuchas-palabras-prohibido-pensar/


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Apuntamentos del Conversatorio: "Miradas, escuchas y palabras ¿Prohibido Pensar? - Día 17.04.2018 - Parte 1





Na última terça - feira, dia 17 de abril de 2018, se deu o terceiro dia do encontro convocado pelos companheiros do Exército Zapatista de Liberação Nacional (EZLN) : ""Miradas, escuchas y palabras ¿Prohibido Pensar? ". Sobre os que formaram parte da mesa, aí estavamos convidados, intelectuais - acadêmicos de México e Argentina: Carlos Aguirre Rojas, historiador mexicano; Alicia Castellanos, antropóloga mexicana; Gilberto López y Rivas antropólogo; Alejandro Grimson, antropólogo argentino.
Também formavam parte da mesa o Subcomandante Galeano, Subcomandante Moisés e mulheres zapatistas participante da Comissão Sexta.

Palavras do Subcomandante Galeano

Considerações sobre as giras de arrecadação de firmas: a 'outra campanha' de Marichuy e do CIG. Balanço dos companheiros do EZLN.

A mesa teve início com as palavras do Subcomandante Galeano. Falando sobre a campanha para arrecadação de firmas e o duro trajeto que havía percorrido Marichuy desde que começou as giras. Foi emocionante e extremamente importante a visão real e humanizada dada pelo Subcomandante como voceiro de todos os membros do EZLN. Ele dizia o quão importante foi o recorrido feito por Marichuy nos últimos meses no que diz respeito a organização dos povos de abaixo mas, também considerava o quanto havia custado pessoalmente a Marichuy toda esta empreitada. Falou do seu desgate físico e psicológico; lembrou a morte da companheira Eloísa Vega Castro no acidente¹ vivenciado pela caravana do CIG (Consejo Indígena de Gobierno) no dia 14 de fevereiro deste ano. Deste acidente, além da morte da companheira Eloísa, já mencionada, sai lesionada do braço esquerdo Marichuy e segue com ele mobilizado até hoje.
O Subcomandante Galeano celebra a coragem, vitalidade, tranquilidade e resiliência de Marichuy ao se dispor a entrar nos meios mediáticos racistas do México. Segue o Sub falando da infinita coragem e resistência de Marichuy, quando aborda o tal 'não alcançamos as firmas'.
O 'tal não alcançamos as firmas', segundo o Sub, já era previsto pelo EZLN. Não porque estivessem torcendo contra mas porque sabiam que o mais importante era recorrer e organizar os povos, escutá-los em suas lutas e aproximar cada vez mais uns dos outros.
Marichuy não alcançou as firmas para aparecer como candidata à presidência do México nessas eleições de 2018 mas alcançou muito mais do que isso. Alcançou ouvir e ser ouvida em 26 estados da república mexicana, esteve e construiu espaços de autonômia e solidariedade por onde sua caravana passava. Foi um verdadeiro fenômeno: o sentir solidário, as redes que se conformaram e a comunicação intergeneracional apreendida.
O Subcomandante Galeano segue apresentando aquele que seria o balance do EZLN como organização aos companheiros do CNI.
No fim do balance pondera questões que para mim são importantes. Há sim a possibilidade de fraude nos resultados arrecadados em firmas, muitos andam indignados porque creem que sim foi possível alcançar o número de firmas e elas foram borradas do registro pelo INE (Instituto Nacional Eleitoral). No entanto, a reflexão que nos trouxe o Subcomandante, vinculando-se ao que havia dito do desgate da Marichuy e o quão duro foi manter as giras, é de que: "o que haveria passado se Marichuy estivesse na boleta eleitoral como candidata?O quanto isso custaria mais para a organização e para ela, em nível de desgate pessoal e físico?Qual seria o valor cobrado pelo poder se esse feito fosse alcançado? Poderiam sequestrá-la?".
Muita coisa poderia suceder considerando as condições de violência em que todos estão sujeitos no México, todos que lutam e que opõe as formas autoritárias do Estado mexicano : narcoestado!


Palavras do historiador Carlos Aguirre Rojas

E vocês,  quê? 

Em uma fala que abrangeu as estruturas do Estado, governo ou poder político desde uma perspectiva sistêmica e de larga duração, Carlos Aguirre considerou três pontos como principais: 1) o que são as eleições polítcas? 2) O que é o Estado, governo ou poder político desde a experiência histórica? 3)  Sobre o poder: poder político do Estado; o que vamos colocar no lugar? 
Contextualizando com teoria e experiências contemporâneas recentes, o historiador percorreu um largo caminho  desmensurando como se dão as estruturas do poder do Estado e suas formas de reprodução, afirmando que nenhum Estado é bom e que por sua essência, deveria ser destroçado para se construir no lugar contra poderes que vem 'desde abajo', desde a luta popular. Fala que depois encontrará ressonância e contradições nas palavras do próximo componente da mesa Alejandro Grimson.
Passado o núcleo da sua argumentação em torno do Estado, o historiador ressalta a importância dos eventos convocados pelos companheiros zapatistas, referindo-se ao próprio conversatório vigente e também ao 'Primer Encuentro de Muejeres Luchadoras del Mundo' que aconteceu em março de 2018. Carlos diz que a grande sacada de todo este movimento que têm feito o EZLN, particularmente ou como em ocasião das eleições junto ao CNI, é de convocar as pessoas apresentar o que eles fizeram e fazem em sua luta e no final dizer aos demais participantes que acudiram as convocatórias: E vocês, quê? O que tem feito? Como está sua organização? Como superam suas dificuldades? Como se dá o campo de luta de todos?

¹ http://www.jornada.unam.mx/ultimas/2018/02/14/caravana-del-consejo-indigena-se-accidenta-en-bc-marichuy-esta-lesionada-5428.html

Agradecimento pelas fotografias: Gastão Guedes


Link para o video completo:

http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2018/04/15/transmisiones-del-conversatorio-miradas-escuchas-palabras-prohibido-pensar/

Player: SESIÓN DEL MARTES 17 DE ABRIL 





domingo, 25 de março de 2018

La trayectoria de Alejo y Zezé en la UAM - Iztapalapa.

Segunda Semana de História da Universidad Autonoma Metropolitana - Unidad Iztapalapa. 

Ponência: 


Memoria, identidad y experiencia: La trayectoria de Zezé y Alejandro Buenrostro en territorio chiapaneco (1959 - 1980)

El  disfraz del primero título o su continuación en líneas prolongadas:

Proyecto Xojobil y la constitución de la BiblioChiapas - un arcoíris que conecta Brasil y México.

Pauleany Linhares 
13.03.2018

Foto: Comissão Organizadora da Segunda Semana de História da UAM - Iztapalapa.

Foto: Comissão Organizadora da Segunda Semana de História da UAM - Iztapalapa.

Foto: Gastão Guedes
 

Memoria, identidad y experiencia: La trayectoria de Zezé y Alejandro Buenrostro en territorio chiapaneco (1959 - 1980)



Memoria, identidad y experiencia: La trayectoria de Zezé y Alejandro Buenrostro en territorio chiapaneco (1959 - 1980)

El  disfraz del primero título o su continuación en líneas prolongadas:

Proyecto Xojobil y la constitución de la BiblioChiapas - un arcoíris que conecta Brasil y México. 

Pauleany Linhares Prince
Ponencia presentada en la UAM - Iztapalapa
13.03.2018





Bachajón
1959
BiblioChiapas/ Acervo Xojobil



Alejandro Buenrostro
San Pedro Pareo
[S.F]
BiblioChiapas/ Acervo Xojobil




Maria José (Zezé)
San Pedro Pareo

[S.F]

BiblioChiapas/ Acervo Xojobil


 

               Alejandro e  Zezé

              Guarulhos

             São Paulo
             2015



Introducción



Si te pregunto lo que ves.
Me cuentarias lo que sientes?
En esta viaje del tiempo por el tiempo
Donde hay ciencia de la vida, de la historia…
Se necesita convocar a los sentidos
Accionar la voz de la emoción
Recurrir los caminos del corazón
Saltar a largos pasos el tiempo
Mirar hasta que se encuentre el mirar de todoas
Las semillas dejadas por aquellos que caminaran
Con  largos pasos del tiempo
Sostuvieran la bandera de la esperanza
Seguieran por la sienda
En las mañanas sembraran
En  la noche recogían la cosecha
Y bailavan en las márgenes de las nubes
Que persístían en su rastro
Que enseñaran su canción
Que construyeron su paso.

Pauleany Linhares
14/01/2018


            Como toda buena historia que tiene su inicio en los buén tinos de una viaje al tiempo, a la memoria y a la historia, la narrativa que se construye dispone de un enredo privilegiado de imágenes, algunas con escasos relatos, destituidas de su naturaleza descriptiva, pero, que nos hablan más allá de los escritos, nos susurran épocas y nos cuentan secretos.
            Todo lo que se ve, de aquí para allá, en esta hora, en el minuto de esta ponencia, es producto de un  esfuerzo colectivo de años. El caminar histórico de Alejandro Buenrostro y Maria José tiene la capacidad de rescatar y despertar las memorias.
            Yo conocí el trabajo de Alejo y Zezé, tristemente, después de la muerte de Alejo y el acometimiento por el Mal de Alzheimer de Zezé. Dolorosamente Alejo nos dejó en Agosto de 2015, victima de un cáncer fulminante que lo llevó dentro de apenas 3 meses. Zezé está en estado avanzado de Alzheimer y permanece sob cuidados médicos y familiares en Guarulhos, ciudad del estado de San Pablo, Brasil.
            El encuentro necesario y preciso para que me fuera proporcionado el privilegio de conocer -  ni siquiera imaginara que estaria al cabo de organizar, disponibilizar y difundir todo lo material del acervo Xojobil, online y físico - el proyecto Xojobil/ la BiblioChiapas, aconteció en Junio de 2016, yo pudo conocer y tuvo la honra de hacer parte, junto con mi orientador de la maestría Profesor Clifford Andrew, de intermediar la donación del material para la Universidad Federal de San Pablo, situada en la ciudad de Guarulhos, San Pablo.
            Desde entonces vengo trabajando en la organización de todo lo material con el intuito de disponibilizar su acceso y fomentar más investigaciones acerca del tema de la autonomía indígena de los zapatistas bien como aproximar más las visiones y conexiones entre luchas y actuaciones de diferentes sujetos de Brasil y México.
            Por aquí, les cuento un tantico de como se dió todo el proceso, desde la donación hasta lo que se haciendo hoy. Mi intención es, en las próximas paginas, narrar la historia de constitución del acervo Xojobil, de la trayetoria de Alejandro Y Zezé con las comunidades indígenas y campesinas en Chiapas y hablar un poquito más sobre cuáles serán los próximos pasos de organización y disponibilización de la BiblioChiapas. 




Acervo Xojobil/ BiblioChiapas
Centro de Memória de la Universidad Federal de São Paulo
Abril de 2017
  























Páginas digitalizadas de los albuns fotograficos
Acervo  Xojobil/BiblioChiapas
2017
Páginas digitalizadas de los albuns fotograficos
Acervo  Xojobil/BiblioChiapas
2017




Trayectorias: Alejo y Zezé en tierras chiapanecas.

Arcoíris de la memoria:  Constitución del Acervo Xojobil/ BiblioChiapas.


Alejandro Buenrostro nació en mayo de 1935 en la Ciudad de México, donde vivió ‘experiencias muy humanas y amigas’[1] con su padres y profesores condición fundamental, para su decisión de ser misionero y actuar junto a las comunidades indígenas. Su deseo inicial era de ir hasta la Sierra Tarahumara a fin de ‘conocer la realidad de los indios en condiciones precarias de vida’.Con tal deseo empezó su jornada.
Mientras trabajaba y conocía poblaciones indígenas marginadas en la Ciudad de México y en otras zonas indígenas tuvo la oportunidad de trabajar con los indígenas en el Estado de Chiapas para donde se fue en 1961, llegando a  Bachajon.
Alejo llega a Bachajón miembro de la acción pastoral jesuíta. Muy interesado en la complexidade social que implicaba el trabajo, se interesó y estudió la lengua indígena y descubrió, con el pasar de los días, que parte de los envolvidos en la acción pastoral tenía una idea de integración nacional de los indígenas, proponiendo impartir el aprendizaje del español como forma de integración/ dominación. Alejo se acerca, cada vez más, del ambiente racista y de desprezo de la población indígena por los mestizos presenciando la precariedad de la vida en que estaban sumisos.
Alejo actúa por casi 20 años junto a las comunidades indígenas y camponesas en las zonas tzeltales de los Altos y al Norte de Chiapas.En 1975 Alejo conoce a Zezé, pedagoga, brasileña que fue protagonista de una experiencia educacional pionera en Brasil entre las décadas 60 y 70[2]. Alejo decide liberarse del compromiso religioso , casase con Zezé y los dos siguen actuando juntos, trabajando por la autonomía de los pueblos.
Al final de la década de 80 resuelve venir para Brasil con su esposa, después de trabajar casi 30 años diariamente con poblaciones indígenas de varias zonas de México. Sin nunca perder el vínculo político con la causa social de estos pueblos entre 1994 a 1998 Alejo actua no Instituto Michoacan de Educación, trabajando con la temática indígena y campesina.
 La historia sigue con idas y venidas entre Brasil y México. La conexión estaba para más allá de las fronteras y en 1994 con el levante zapatista, Alejo y Zezé se viran capturados por esto nuevo e importante momento de la historia del México.
Zezé empieza a registrar y organizar todos los materiales de divulgación sobre el movimiento de todas la medios nacionales e internacionales. La reunión de esto material resultó en la publicación de un libro con artigos seleccionados por Zezé. “Chiapas: construindo la esperanza” es un libro de hecho en parceria con el maestro del departamento de geografía de la Universidad de San Pablo (USP)  Ariovaldo Umbelino de Oliveira y fue lanzado en 2002 por la Editora Paz y Tierra.
Alejo también escribe un otro libro en lo cual figura un relato de viaje, vivencia y trabajo con los indígenas tzetales en Chiapas. “As raízes do fenômeno Chiapas: o Já Basta da Resistência Zapatista”, fue editado por la editora Alfarrabio en 2002, trata de contextualizar, aunque preliminarmente, al lector sobre las condiciones  previa al levantamiento zapatista, apuntar innovaciones del movimiento y el horizonte de esperanza que despertara.

Durante varios años acompañamos los tzetales. Conocimos su vida en familia, su comunidad, sus festas e rituais. Poco a poco empezamos a comprender su realidad de campesinos indígenas y su cultura, que para la mayoría de los mexicanos es algo ignorado. Tuvo la oportunidad de colaborar con eles en la lucha para obtener mejores condiciones de vida. Después de vivir esta experiencia valiosa, nos sentimos en la obligación de llevarla al conocimiento de todos aquellos que no tuvieran la oportunidad de inmergir en ella.[3] p. 40 

Cuando retornan al Brasil en 1998, Zezé y Alejo se deparan con una gran desinformación a despecho del movimiento zapatista en México. Se unen a los comités de solidaridad de la lucha zapatista existentes en San Pablo y deciden, conjuntamente y con la ayuda de André Larse, cofundador de la editora Alfarrabio, construir un centro de documentación zapatista.
Con la intención de colaborar para la construcción de un verdadero mundo democrático, justo y libre, el centro de documentación zapatista nació. Intitulado Xojobil por referência al termo que significa arco íris en lengua tzetal, el acervo fue constituido con la intención de ser una puente que conectara las experiencias de autonomías mexicanas y brasileñas. En la presentación de la página - blog de la bibliochiapas/ xojobil, su coordenador e idealizador Alejandro Buenrostro expresa sus intenciones.


Nuestra misión es ser como Xojobil, una puente de colores, intercambiando factos y experiencias para la construcción de un mundo libre y mejor. Por eso, estamos empeñados en facilitar libros, revistas y documentos que posibiliten una verdadera crítica para la comprensión de la historia reciente y descubrir nuevos conocimientos y prácticas sociales que regalan sentido a la democracia, a la política y a la sociedad.  [4]


                Xojobil fue idealizado colectivamente y así se fue construyendo. Segundo los relatos de aquellos que pudo charlar y que estuvieran envolvidos en el proyecto en sus diferentes etapas, la idea era que con la ayuda de los pesquisadores y amigos que simpatizaban, desde Brasil, con la causa zapatista se construyera un acervo diverso con: libros, revistas, fotografías, relatos, tesis e investigaciones acerca del tema y  eso todo afuera la red de informaciones y noticias que se pretendía publicar en la pagina oficial del acervo - blog y facebook.
            En una saleta alquilada, Alejandro y Zezé, recibieron la visita de  investigadores y curiosos de la causa zapatista, bien como, personas interesadas en conocer la trayectoria de Alejo y Zezé junto a las comunidades campesinas e indígenas de México. Es posible encontrar los registros/ cadastros de investigadores, ahora conocidos y reconocidos, del zapatismo.










[1]Entrevista concedida por Alejandro Buenrostro ao jornalista Guga Dorea no "Correio da cidadania".

[2] La Escuela Vocacional fue un proyecto educacional que existió en el Estado de San Pablo entre los años de 1962 a 1969. En esencia, esta escuela pretendía formar hombres libres, críticos e criativos.

[3] Buenrostro y Arellano, Alejandro Manuel.As Raízes do Fenômeno Chiapas: o já basta da resistência zapatista. São Paulo: Alfarrabio Editora, 2002.



[4] Texto de presentación del blog oficial del proyeto Xojobil. Escrito por su cordenador Alejandro Buenrostro. Disponbile en <http://bibliochiapas.blogspot.com.br/p/sobre.html>.



Bachajón
1959
BiblioChiapas/ Acervo Xojobil


De aquí p’adelante

Ohtocac[1]

Xíimbal[2]


Veo un arcoíris que no se va ni si viene, que solo está allí, servindo de puentes para mundos, servindo de puentes para sueños… puentes de nubes, cores y luz, no se van ni si vienen, no tiene principio ni fin, no empiezan ni acaban, mas quedan siempre atravesando de un lado al otro (...) y na muerte también se hacen puentes.
Subcomandante Marcos[3]

aquí estamos los muertos de siempre, muriendo de nuevo, pero ahora para vivir”. Es la realida[4].

            Son casi  las doce de la noche, ya al fin de la ponencia, me escribe Guga Dorea, una invitación acompañada de un material riquísimo que futuramente se tornara libro con la reunión de artículos escritos por él todos relacionados al tema de los zapatistas y México.  
            El artículo de entrada “Despedida de um Resistente” , publicado en octubre de 2015 en la red “Bolrede”, empieza con la frase que nos sirvió de epígrafe para esta sección, leerla provocó en mí una conmoción grande. De todo lo que se sintió, lo que queda, es el sentimiento de sacar adelante, así como llama esta sección, “De aquí p’adelante”, bien como los caminantes zapatistas, ‘entre luz y la sombra’, entiendo los que aquí estaban antes y siguiendo.
           
       Trabajo de organización y disponibilización del Proyecto Xojobil físico en la Universidad Federal de San Pablo.
       Reactivación de la página del facebook y del  Blogger  Xojobil:  En noviembre de 2017 fue reactivada la pagina del facebook - “BiblioChiapas - Projeto Xojobil” y también la página del Blogger - https://bibliochiapas.blogspot.com.br -  la idea es que consigamos, seguindo los rumbos de la construcción colectiva, continuar a alimentar este blogger y la página página del facebook, cada cual à su tiempo y su maneira, tiendo la libertad de publicar también sobre sus ivestigaciones y de otros amigos que tengan investigaciones relacionadas al  tema del  zapatismo o otros temas correlacionados.
       Organización del acervo digital - ‘Google drive Xojobil’: Hay también un trabajo de organización y sistematización de los archivos digitales del acervo y que están disponibles, por el momento, en un login restrito del google drive. La idea es que con el pasar del tiempo se va organizando estos archivos digitales y se va  publicionando ellos.
Nuestra intención es la de hacer crecer la referencias y los archivos de investigaciones
sobre los zapatistas construyendo un espacio de encuentro, una red, estos archivos.



[1] El verbo Caminar escrito en Nahua
[2] El verbo Caminar escrito en Maya
[3] “Despedida de um resistente”. Guga Dorea.
[4] Subcomandante Marcos en el comunicado “Entre la luz y la sombra”, mayo del 2014.
 

Flores en Ajuno
[S.F]
BiblioChiapas/ Acervo Xojobil





Alejo trabajando junto a los fruticultores en Ajuno
[S.F]
BiblioChiapas/ Acervo Xojobil



Alejandro Buenrostro trabajando en la poda - Enxerto en Ajuno

[S.F]

BiblioChiapas/ Acervo Xojobil