quinta-feira, 17 de maio de 2018

Entrevista com Manuel Perez Constantino - Fundador da organização Xinich ''las hormigas' - Chiapas, México.

Nesses dois meses de caminhadas pelo México tivemos o privilégio de falar com pessoas extraordinárias. Lutadoras e lutadores sociais históricos e cotidianos que com suas histórias de resistências nos ensinaram muito sobre o pouco que sabemos. Nos apresentaram um México que extrapola os livros, nos achegaram ao 'méxico profundo' que um só pode entender quando se permite e quer se lançar neste mundo em que muitas vezes, muitas e muitas vezes, se silencia e se cala a voz daqueles que gritam por justiça.

Com a palavra um grande lutador social que tivenos a honra de conhecer e entrevistar: Manuel Perez Constantino, fundador da organização das formigas (Xinich). Ele fala sobre a fundação do congresso nacional indígena, a fundação da organização Xinich, a marcha das formigas (1992) , o encarceramento, as mentiras do 'mal governo', as torturas e todo o que corresponde a guerra suja empreendida pelo mal governo contra as organizações indigenas.

Frente a guerra suja, surge a guerra JUSTA!

O levantamento zapatista grita !YA BASTA!  em 1994

Gravado dia 01 de abril de 2018 em Tuxtla Gutierrez.
Imagem e som por Gastão Guedes
Edição primeira por  Pauleany Linhares


Link e senha:

Link: https://vimeo.com/270561673
Senha: YaBasta!
_____________________________________________________________________



Con la palabra un gran luchador social que tuvimos el honor de conocer y entrevistar: Manuel Perez Constantino, fundador de la organización de las hormigas 'Xinich'. Habla sobre la fundación del congreso nacional indígena, la fundación de la Xinich, la marcha de las hormigas (1992), el encarcelarmiento, las mentiras del mal gobierno, las torturas y todo lo que corresponda a la guerra sucia emprendida por el mal gobierno contra las organizaciones indígenas.
Frente a la guerra sucia, surge la guerra justa!
El levantamiento zapatista - el EZLN en 1994 grita "Ya Basta!"

Grabado en 01-04-2018 en Tuxtla Gutierrez, México.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Consultores del Campo : la experiencia de Alejandro Buenrostro y Maria José Barbosa Rinaldi en la Meseta Purepecha, Michoacan.

Que dizer sobre a maravilha de encontrar materiais tão ricos e importantes para a compreensão, não  somente, da trajetória  de Alejandro e Maria José em solo purepecha como também  da própria  história de organização e reconhecimento dos saberes tradicionais dos camponesas e indígenas na Meseta Purepecha, México  e continente americano.
Por aqui seguen algumas imagens, logo agregamos esse material como parte do nosso acervo digital no google drive.
Vale lembrar que esse material é  parte do  acervo pessoal de Alejandro Buenrostro e Maria José  e que se encontrava no apartamento que foi deles dois na cidade Morelia, Michoacan, México.
Já são mais de dois meses desta viagem pelo solo mexicano seguindo os passos de Alejandro e Maria José, aprendendo do povo pelo povo e do zapatismo por ele mesmo.
Que experiência gratificante!
Já não  serei mais a mesma!
Pauleany L. Prince



domingo, 22 de abril de 2018

¿Hay que prepararse para un respiro (progresista) o para una persecución sanguinaria? Ni reforma, ni revolución


Provocações do Subcomandante Galeano a Carlos Aguirre Rojas e Alejandro Grimson.

Assim que terminaram suas falas todos os participantes da mesa escutaram ao Subcomandante Galeano - ‘vocero’ da comissão Sexta do EZLN   e suas provocações. A primeira delas diz respeito ao que em síntese se converteu a fala do historiador Carlos Aguirre Rojas e do antropólogo Alejandro Grimson.
O historiador mexicano em sua fala sobre as estruturas de poder nos colocou diante de duas possibilidades de posicionamento frente ao poder ou a que chamaríamos a toma do poder: 1) uma vez que o poder seja assumido se deveria destroça-lo, ou seja, fazer em pedaços a estrutura do Estado; 2) assumir e reproduzir suas estruturas. Sem muitas delongas, a ideia seria destroçar o Estado e construir um contra poder de ‘abajo’, defende Aguirre.
Somado a esta fala sobre o destroçar o Estado Aguirre abordou a conjuntura latino-americana, a história dos governos progressistas em Brasil, Venezuela, Bolívia, Equador, Argentina e Chile. Foi bem crítico com estes governos, ainda que tenha reconhecido seus feitos, falou em contra o fato de que eles todos optaram pelo que ele chamou de reproduzir o aparelho do Estado ao invés de destruí-lo e em boa medida, incluso, disse que muitos deles incrementaram o aparelho repressor do Estado em contra os movimentos sociais e fizeram alianças com grupos políticos de direita e ultradireita.
Alejandro Grimson iniciou sua fala em um movimento de defesa, se assim podemos chamar, desses governos progressistas. Falou sobre o acesso gerado pelas políticas do governo Lula e Dilma no Brasil, o avance das políticas sociais em argentina com o governo dos Kirchner’s, a abertura dos espaços políticos para os indígenas em Bolívia após o governo de Evo Morales, a cara de dignidade e a ‘cabeça erguida’ dos indígenas em território boliviano.
Grimson defendeu que é necessário reconhecer e valorar estes espaços de respiro, assumindo todos os seus problemas. Por exemplo, falou sobre o distanciamento destes governos progressistas de sua base popular, dos movimentos sociais e os problemas ocasionados por isso que foram comprovados, no caso argentino, nas próprias urnas.
A fala de ambos provocou uma reação do Subcomandante Galeano e dos compas da Comissão Sexta. Entre reforma e revolução, um debate que, como disse o Sub, é tão velho quanto se queira imaginar, nós estamos diante de uma situação de extermínio iminente. O que na verdade nos leva a reflexionar para além dos problemas teóricos

Entre reforma e revolução o que importa é que nos estão matando. O que importa é que o colapso é inevitável, que a guerra sangrenta pelos recursos naturais só está começando e que cada vez mais vai aumentar a repressão.  A perseguição sanguinária, a supervivência e a resistência. Diante de tudo isso pergunta o Sub e os compas da Sexta:

“Hay que prepararse para el respiro o para a persecución sanguinaria?  

sábado, 21 de abril de 2018

Apuntamentos del Conversatorio: "Miradas, escuchas y palabras ¿Prohibido Pensar? - Día 17.04.2018 - Parte 2



Segue os demais componentes da mesa do 17-04-2018.
Acompanhando todos estes dias de 'semillero' / conversatório já é possível fazer algumas definições importantes para descrever cada sessão: profundo e denso. O conversatório têm trazido questões que vão mais além do 'México profundo' e abrangem todo o momento caótico e nefasto que estamos vivendo como seres viventes neste planeta.
A divisão das 'charlas' em vários post's tem super significado e justificativa nisso.
Espero que possamos, conjuntamente, gradativamente ir digerindo e processando todas as falas e mais do que tudo pensando e agindo diante do nosso cenário nacional (Brasil) e internacional.

Palavra de Alejandro Grimson

"Oi eu sou o 'poder',quero estruturar sua imaginação política; quero dizer como deve ser sua imaginação cultural!"  
Como romper as estruturas do pensar e do imaginário
Incrementar autonômias

O antropólogo argentino Alejandro Grimson iniciou sua fala sobre interculturalidade crítica e quais as ferramentas para construir 'un mundo donde quepan muchos mundos!' , um mundo verdadeiro e tolerante que nos possibilite, primeiro, romper con as estruturas neoliberais e sua falsa multiculturalidade que cria, mais bem, guetos.
Somos todos subalternizados!!
Debaixo desta insignia Alejandro nos convoca a romper com as fronteras do imaginário político e cultural imposto pelo poder em todas as suas formas. Também nos chamou a repensar e também romper as fronteiras teóricas que precisamos atravessar.

Pensando e reconhecendo : quem são esses sujeitos subalternos e suas lutas;

Criando: Redes de articulação entre as diferentes lutas;
Incrementando: Autonômias


Palavra de Alicia Castellanos 
Desde que trincheira estamos?
Luta com o pensamento
O que significa uma candidatura indígena?

A antropóloga Alicia Castellanos organizou a sua fala em torno da sua participação como parte da Sociedade Civil que apoiou e recolheu as assinaturas da candidatura de Marichuy e o Conselho Indigena de Governo (CGI). Falou sobre isso desde o seu lugar, desde a universidade, desde os espaços acadêmicos, enfatizando que a trincheira de onde estamos falando é a trincheira do pensamento.
Colocou em termos práticos o significado da campanha de Marichuy:
  1. Visibilizar os povos deste outro México: Um México racista e excludente que não visualiza aos povos indígenas hoje, mas, que valoram em demasiado seu passado guerreiro e indígena. Falarei sobre isso em post's futuros.
  2. Impulsionar as relações dos povos originários que, sem dúvida, nas palavras de Alicia Castellanos,  são os 'sujeitos históricos do século XXI';
  3. Visibilizar uma luta histórica e possibilitar o encontro desta luta histórica com os diversos cidadãos da república mexicana;
  4. Criar e organizar as lutas mais diversas; 
  5. A campanha gerou uma solidariedade impressionante além de um encontro intergeneracional;
Palavra de Gilberto López Rivas
Reconhecendo o que somos hoje, onde estamos e pensando no que faremos.

O antropólogo Gilberto López Rivas inicia a sua fala relembrando a duas teses do falecido Subcomandante Marcos. A primeira delas, que diz respeito ao capitalismo, é o fato de entender e defender que é impossível compreendê-lo sem o conceito de guerra. O capitalismo se produz e reproduz por meio da guerra. A segunda delas diz respeito a construção do sujeito autonomo que implica em duas características: comunitarismo e identidade.
Encarando o que realmente temos, o cenário de 'recolonização de nossos países' e aquilo que falhou no que se chamou de socialismo real.  
Considerando o fator ético como eixo condutor destas novas ações e organizações que se devem dar ou serem articuladas.

Agradecimento pelas fotografias: Gastão Guedes

Link para assistir a mesa do dia 17-04-2018:
SESIÓN DEL MARTES 17 DE ABRIL 

http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2018/04/15/transmisiones-del-conversatorio-miradas-escuchas-palabras-prohibido-pensar/


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Apuntamentos del Conversatorio: "Miradas, escuchas y palabras ¿Prohibido Pensar? - Día 17.04.2018 - Parte 1





Na última terça - feira, dia 17 de abril de 2018, se deu o terceiro dia do encontro convocado pelos companheiros do Exército Zapatista de Liberação Nacional (EZLN) : ""Miradas, escuchas y palabras ¿Prohibido Pensar? ". Sobre os que formaram parte da mesa, aí estavamos convidados, intelectuais - acadêmicos de México e Argentina: Carlos Aguirre Rojas, historiador mexicano; Alicia Castellanos, antropóloga mexicana; Gilberto López y Rivas antropólogo; Alejandro Grimson, antropólogo argentino.
Também formavam parte da mesa o Subcomandante Galeano, Subcomandante Moisés e mulheres zapatistas participante da Comissão Sexta.

Palavras do Subcomandante Galeano

Considerações sobre as giras de arrecadação de firmas: a 'outra campanha' de Marichuy e do CIG. Balanço dos companheiros do EZLN.

A mesa teve início com as palavras do Subcomandante Galeano. Falando sobre a campanha para arrecadação de firmas e o duro trajeto que havía percorrido Marichuy desde que começou as giras. Foi emocionante e extremamente importante a visão real e humanizada dada pelo Subcomandante como voceiro de todos os membros do EZLN. Ele dizia o quão importante foi o recorrido feito por Marichuy nos últimos meses no que diz respeito a organização dos povos de abaixo mas, também considerava o quanto havia custado pessoalmente a Marichuy toda esta empreitada. Falou do seu desgate físico e psicológico; lembrou a morte da companheira Eloísa Vega Castro no acidente¹ vivenciado pela caravana do CIG (Consejo Indígena de Gobierno) no dia 14 de fevereiro deste ano. Deste acidente, além da morte da companheira Eloísa, já mencionada, sai lesionada do braço esquerdo Marichuy e segue com ele mobilizado até hoje.
O Subcomandante Galeano celebra a coragem, vitalidade, tranquilidade e resiliência de Marichuy ao se dispor a entrar nos meios mediáticos racistas do México. Segue o Sub falando da infinita coragem e resistência de Marichuy, quando aborda o tal 'não alcançamos as firmas'.
O 'tal não alcançamos as firmas', segundo o Sub, já era previsto pelo EZLN. Não porque estivessem torcendo contra mas porque sabiam que o mais importante era recorrer e organizar os povos, escutá-los em suas lutas e aproximar cada vez mais uns dos outros.
Marichuy não alcançou as firmas para aparecer como candidata à presidência do México nessas eleições de 2018 mas alcançou muito mais do que isso. Alcançou ouvir e ser ouvida em 26 estados da república mexicana, esteve e construiu espaços de autonômia e solidariedade por onde sua caravana passava. Foi um verdadeiro fenômeno: o sentir solidário, as redes que se conformaram e a comunicação intergeneracional apreendida.
O Subcomandante Galeano segue apresentando aquele que seria o balance do EZLN como organização aos companheiros do CNI.
No fim do balance pondera questões que para mim são importantes. Há sim a possibilidade de fraude nos resultados arrecadados em firmas, muitos andam indignados porque creem que sim foi possível alcançar o número de firmas e elas foram borradas do registro pelo INE (Instituto Nacional Eleitoral). No entanto, a reflexão que nos trouxe o Subcomandante, vinculando-se ao que havia dito do desgate da Marichuy e o quão duro foi manter as giras, é de que: "o que haveria passado se Marichuy estivesse na boleta eleitoral como candidata?O quanto isso custaria mais para a organização e para ela, em nível de desgate pessoal e físico?Qual seria o valor cobrado pelo poder se esse feito fosse alcançado? Poderiam sequestrá-la?".
Muita coisa poderia suceder considerando as condições de violência em que todos estão sujeitos no México, todos que lutam e que opõe as formas autoritárias do Estado mexicano : narcoestado!


Palavras do historiador Carlos Aguirre Rojas

E vocês,  quê? 

Em uma fala que abrangeu as estruturas do Estado, governo ou poder político desde uma perspectiva sistêmica e de larga duração, Carlos Aguirre considerou três pontos como principais: 1) o que são as eleições polítcas? 2) O que é o Estado, governo ou poder político desde a experiência histórica? 3)  Sobre o poder: poder político do Estado; o que vamos colocar no lugar? 
Contextualizando com teoria e experiências contemporâneas recentes, o historiador percorreu um largo caminho  desmensurando como se dão as estruturas do poder do Estado e suas formas de reprodução, afirmando que nenhum Estado é bom e que por sua essência, deveria ser destroçado para se construir no lugar contra poderes que vem 'desde abajo', desde a luta popular. Fala que depois encontrará ressonância e contradições nas palavras do próximo componente da mesa Alejandro Grimson.
Passado o núcleo da sua argumentação em torno do Estado, o historiador ressalta a importância dos eventos convocados pelos companheiros zapatistas, referindo-se ao próprio conversatório vigente e também ao 'Primer Encuentro de Muejeres Luchadoras del Mundo' que aconteceu em março de 2018. Carlos diz que a grande sacada de todo este movimento que têm feito o EZLN, particularmente ou como em ocasião das eleições junto ao CNI, é de convocar as pessoas apresentar o que eles fizeram e fazem em sua luta e no final dizer aos demais participantes que acudiram as convocatórias: E vocês, quê? O que tem feito? Como está sua organização? Como superam suas dificuldades? Como se dá o campo de luta de todos?

¹ http://www.jornada.unam.mx/ultimas/2018/02/14/caravana-del-consejo-indigena-se-accidenta-en-bc-marichuy-esta-lesionada-5428.html

Agradecimento pelas fotografias: Gastão Guedes


Link para o video completo:

http://enlacezapatista.ezln.org.mx/2018/04/15/transmisiones-del-conversatorio-miradas-escuchas-palabras-prohibido-pensar/

Player: SESIÓN DEL MARTES 17 DE ABRIL 





domingo, 25 de março de 2018

La trayectoria de Alejo y Zezé en la UAM - Iztapalapa.

Segunda Semana de História da Universidad Autonoma Metropolitana - Unidad Iztapalapa. 

Ponência: 


Memoria, identidad y experiencia: La trayectoria de Zezé y Alejandro Buenrostro en territorio chiapaneco (1959 - 1980)

El  disfraz del primero título o su continuación en líneas prolongadas:

Proyecto Xojobil y la constitución de la BiblioChiapas - un arcoíris que conecta Brasil y México.

Pauleany Linhares 
13.03.2018

Foto: Comissão Organizadora da Segunda Semana de História da UAM - Iztapalapa.

Foto: Comissão Organizadora da Segunda Semana de História da UAM - Iztapalapa.

Foto: Gastão Guedes