domingo, 13 de janeiro de 2019

Reforma ou Revolução: Um clássico tão atual da revolucionária Rosa Luxemburgo.




Há cem anos do assassinato de Rosa reler o clássico "Reforma o revolución" se faz mais que necessário nos dias de hoje.
Discutindo temas que dão conta de várias esferas do poder e suas variadas relações, Rosa lança seu olhar sobre pontos como: a capacidade de adaptação do capitalismo; as relações permissivas entre o capitalismo e o Estado; os pontos sobre uma a construção de um socialismo diante das reformas sociais; as consequencias do reformismo e os erros do revisionismo; como se dá as condições para um desenvolvimento econômico e social; esclarece ponto e lança luz sobre as relações entre cooperativas, sindicatos e democracia; fala sobre a conquista do poder político e os perigos do oportunismo desde a teoria a prática.
Uma obra extremamente atual e necessária, sem dúvida.
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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

É possível o impossível: uma mensagem para o dia de hoje.

É possível o impossível: uma mensagem para o dia de hoje.

25 anos de Zapatismo.

Por Paula Linhares.

Sobretudo, viver e nos mantermos vivos! Corações batendo lado a lado e construindo novos horizontes e pontes de solidariedade.

O EZLN nunca quis parecer como receita pra ninguém, ao contrário, dizem que cada povo tem que descobrir a sua maneira de existir, resistir e coexistir em suas singularidades e igualdades.

Não há fórmula pra um 2019 e para os próximos anos que seja exata e precisa, mas, sem dúvida, escolher viver e construir novos mundos, pontes e relações já é uma delas.

Há muitas perguntas sendo feitas que muitas vezes me parecem desnecessárias e pouco conhecedoras do que realmente foi o vendaval do neoliberalismo no continente na década de 70. Não será igual, porque não estamos nos mesmos contextos, incluso das disputas de poderes e seus espaços.

No entanto, considerando este cenário nos dois países dos quais tenho mais proximidade em estudos históricos e geopolíticos, Colômbia e México, a pergunta da esquerda neste momento não deveria ser só perguntas senão ações concretas.

Como bem dizem os zapatistas: perguntando se caminha e se caminha perguntando. A vida é um eterno aprendizado em suas múltiplas áreas e com certeza a eleição e posse de um presidente fascista e autoritário em nosso país hoje deve ser entendida e também reacionada.

Não caberá viés legal algum em todas ações práticadas por este senhor. Ao contrário, o ilegal se tornará legal com o pleno aparelhamento do sistema judiciário ao sistema político e corrupto da máquina de estado que manejara Bolsonaro.

Em uma espécie de sintese: não há espaços pra desalentos e questionamentos que invibialjzam ações. É  necessário conjuntamente caminhar e perguntar.

http://www.pozol.org/?p=16929

terça-feira, 27 de novembro de 2018

“Por uma geografia da autonomia” - “A experiência de autonomia territorial zapatista em Chiapas, México”

Para enfrentar os tempos obscuros nada melhor do que ler, estudar, reflexionar e construir pontes de conhecimento ao lado de compas comprometidos com a transformação deste em outro mundo.

Estou relendo alguns trechos de uma obra importante para compreender desde o aspecto territorial e da organização / articulação Geográfica os governos autônomos zapatistas, falamos do livro: “Por uma geografia da autonomia” - “A experiência de autonomia territorial zapatista em Chiapas, México”, do compa Fábio Alcamino. Fruto de sua dissertação de mestrado no departamento de Geografia da USP, o trabalho aborda os aspectos organizativos e os marcos geográficos dos caracóis zapatistas como a perspectiva e esboço de uma Outra Geografia, uma Geografia Alternativa.

O primeiro parágrafo da introdução nos traz tantas coisas sobre os nossos últimos dias. Mitos e mais mitos de um neoliberalismo contemporâneo, responsabilização do sujeito e afins. Aqui comparto com vocês o parágrafo e recomendo a leitura do livro, não somente para os interessados no tema dos zapatistas, mas, também, para aqueles interessados em reflexionar sobre novas formas de construir o mundo e repensar geografias e autonomias.


“Certo pensamento neoliberal contemporâneo se encarrega, nada ingenuamente, de naturalizar os processos sociais que deram luz à sociedade ao revés que hoje presenciamos e fazemos parte. É comum, neste discurso falacioso, imputar ao (s) oprimido (s) o ônus da batalha, assim como, ao (s) opressor (es) , o direito divino ao butim de guerra. “Tudo é uma questão de mérito”, costumam exaltar. Na ótica desta nefasta ideologia, um negro supostamente encontra-se vivendo na favela de uma periferia urbana porque sua índole racial o faz desdenhar das “oportunidades de trabalho” que lhe são conferidas, enquanto, por sua vez, um senhor de cútis clara ocupa a cobertura de um luxuoso edifício por sua “altivez laboral” e sua “força de vontade”. Um indígena, na mesma medida, desgarrado de sua comunidade a qual fora tornada propriedade privada de um sujeito vindo sabe-se lá de onde, torna-se o culpado de seu próprio flagelo, seja pela “propensão aos vícios” , seja pela “preguiça”, seja por sua “falta de ambição”. Tal visão essencialista e anistórica serve como mecanismo de perpetuação da hegemonia branca e burguesa, sendo, muitas vezes, contraditoriamente reproduzidos pelas próprias classes socialmente dominadas.” – p. 19

"Escutaram? Esse é o som do seu mundo se derrubando e do nosso ressurgindo. O dia que foi dia, era noite. E a noite será o dia que será o dia."


Em todos os lugares que tenho ido e com todas as pessoas com as quais tenho conversado e que tem aproximações dessa nossa forma de pensar o mundo, eu tenho falado insistentemente sobre este momento dos zapatistas e todo o significado que ele tem para os nossos dias atuais de luta.

Em 2012, quando todos achavam que o mundo iria acabar, conforme a intepretação do calendário maya, eles fizeram uma caminha silenciosa desde as suas regiões até San Cristobal de Las Casas, para dizer contudente que aquele barulho que todos ouviam e a fala do fim do mundo na verdade, era o fim deste mundo, da bárbarie ocidental, da desumanidade do ser humano pelo sistema capitalista e o esmagamento do ser social pelo neoliberalismo.

Esse mundo queridos e queridas está acabando. As ondas conservadoras e reacionárias são a amostra dos últimos respiros dessa civilização em declínio que vivemos.
Nosso papel é junto com os zapatistas dizer:

"¿Escucharon? Es el sonido de su mundo derrumbándose, es el del nuestro resurgiendo. El día que fue el día, era noche. Y noche será el día que será el día"

Escutaram? Esse é o som do seu mundo se derrubando e do nosso ressurgindo. O dia que foi dia, era noite. E a noite será o dia que será o dia."

A nossa luta continua!
Construamos um novo mundo!
Uma nova humanidade!
Novas formas de relacionarmos com os demais, com nós mesmos e com a natureza!


https://www.youtube.com/watch?v=CrFVB78SpE0


quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Un poco más sobre la importante actuación de Maria José Barbosa (Masé) en la Misión de Bachajón, Chiapas.



Relato: Padre Mardonio Morales*




Maria José Barbosa Rinaldi, la querida Masé en Bachajón, Chiapas 1977.


En el año de 1975 hace su aparición Masé, que viene de visita desde
Brasil por seis meses que se alargarían por cuatro años. Una pedagoga
notable y muy crítica. Ella nos sugiere y nos ayuda a entender primero
y a practicar después un método mucho más activo y participativo en la
catequesis a base de transformar al catequista–maestro, en catequista–
animador. Se busca la participación y reflexión de la comunidad, más que
la indoctrinación de verdades dogmáticas ya elaboradas.
Hasta aquí llegué…
Mardonio Morales S.J.
Arena, febrero 1985.




*Relato disponível na coletânea de documentos organizada por Manuel Esparza. ESPARZA, Manuel. Un legendario activista de Chiapas: Mardonio Morales. Antecedentes del levantamiento zapatista de 1994.