quinta-feira, 21 de junho de 2012

"Economia Verde é o novo rosto do capital financeiro do campo"




A ‘Economia Verde' vem sendo colocada como uma âncora de salvação para o mundo e como modelo mais correto de desenvolvimento.
Em contraponto a esta lógica desenvolvimentista e de fundo totalmente capitalista, movimentos sociais que agregam organizações de diferentes regiões da América Latina, como a Via Campesina, rebatem essa proposta mascarada e renomeiam a economia verde de ‘capitalismo verde'.

Para falar mais sobre o assunto, a ADITAL, direto da Cúpula dos Povos, conversou com Lourdes Vicente, da Via Campesina e do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).



Adital - Como a Via Campesina entende o conceito de economia verde?

LourdesVicente - Nós fizemos um amplo debate em âmbito internacional. Foi todo um processo para chegar a essa conclusão de que a economia verde nada mais é do que uma falsa solução para os grandes problemas que a gente enfrenta hoje. Nós tivemos na década de 60 a Revolução Verde, uma possível saída para fome no mundo, que não se resolveu durante todo esse tempo. O que nós estamos chamando de economia verde nada mais é do que o novo rosto, uma nova configuração do capital financeiro do campo.

Sabemos que a economia verde por vir das grandes empresas, das transnacionais, dos governos, não têm interesse nenhum com o meio ambiente, ela vêm como forma de maquiar o que está por trás, que é exatamente uma ofensiva do capital industrial no campo, essa é o verdadeiro sentido da economia verde. É você utilizar os recursos naturais, como eles chamam, porque nós chamamos de bens naturais – terra, água, as sementes – como mercadoria, que vai cada vez mais acumular para as empresas e para o grande capital. Essa lógica destrói o planeta e ele não aguenta, por isso essa preocupação dos movimentos sociais de dizerem que essa economia não nos serve.

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http://www.mst.org.br/content/economia-verde-é-o-novo-rosto-do-capital-financeiro-do-campo

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